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Os Melhores Álbuns Internacionais Lançados em 2020

  • Foto do escritor: William França
    William França
  • 12 de jul. de 2022
  • 11 min de leitura

Atualizado: 18 de jul. de 2022

Aaah o 2020! 2020 foi um ano sensacional, tão sensacional que eu mal me lembro, exceto pelos lockdowns que não eram lockdowns de verdade (pelo menos no Brasil) e pelos ótimos lançamentos na música no Brasil e no mundo. Teve disco novo dos Rentals (ótima banda liderada pelo ótimo baixista Matt Sharp ex-Weezer), Strokes lançando o seu melhor álbum desde “This Is It” de 2001 e o lendário Bruce Springsteen lançando mais um discaço! 2020 também foi o ano que Ronaldinho foi preso no Paraguai e a nota de 200 (alguém viu?) foi lançada. Depois dessas informações irrelevantíssimas, vamos ao meu top 10.


10. The Rentals – Q36



Bem, o Rentals é uma daquelas bandas que não lança disco ruim (pelo menos pra mim) e que deveria ter muito mais reconhecimento tanto nos states quanto fora dele. A banda foi formada ainda em 1992 pelo excelente baixista Matt Sharp, antes do próprio Weezer lançar seu fenomenal primeiro álbum (Blue Album) ainda em 1994. Em 1995, com Matt ainda no Weezer, a banda lança um dos melhores álbuns dos anos 90 “Return of the Rentals” e daí em diante houveram lançamentos intercalados. Apenas 4 álbuns nos últimos 28 anos, todos de excelente qualidade. Mas esse post é pra falar sobre os lançamentos de 2020, então vamos lá. Q36 é mais um grande álbum dos Rentals e eu não falo só do grande número de faixas (16), mas também da qualidade das músicas. Eu até acho que o álbum seria muito melhor se melhor produzido, mas não diminuo o trabalho de Sharp e sua trupe. O som é um Indie meio espacial, utilizando uma temática meio futurista, meio retrô às vezes. Ouça a espetacular “Elon Musk Is Making Me Sad” e veja se não tenho razão. Minhas recomendações vão para “Conspiracy”, “Spaceships” e “Another World”, mas se você, por ventura, quiser ouvir o álbum por completo (essa é a ideia) não irá se arrepender.


09. Kvelertak – Splid



Essa é mais uma entre tantas outras bandas boas norueguesas, que nos mostram que a Noruega não é feita somente de Black Metal, bem estar social, igualdade de gênero e estabilidade econômica. Formada em meados de 2007 e com 4 álbuns de estúdio (esse é o quarto), o som dos caras é uma espécie de heavy metal, misturada com hardcore e pitadas de grindcore e death metal as vezes (sinceramente, eu ainda não consigo classificar). Conheci a banda em 2020 mesmo, através da indicação de um amigo (Weuller, é você mesmo). Gostei do Splid, o álbum em questão, desde a primeira vez que ouvi. É aquele tipo de som que você acha que já ouviu em algum local, mas não sabe bem onde. O iniciozinho do disco engana, começa com pegada meio acústica alá “Battery”do Metallica, mas logo desloca para um metal extremo dos bons. A segunda, e uma das melhores faixas, trás a participação de Troy Sanders do Mastodon e é cantada inteiramente em inglês, pra quem não sabe os caras cantam no idioma original do país, mas nessa faixa em específico (Crak of Doom) resolveram mudar. Existem vários bons outros momentos no play, como o single Bråtebrann e a melhor faixa, na minha opinão, Rogaland. Se você curte hardcore ou metal e seus subgenêros, esse disco é pra você. Se você não sabe muito bem o que curte e nem o que quer da vida, provavelmente também. Quer uma dica? ouça até você conseguir classificar o genêro dessa maravilhosa banda.


08. Travis – 10 Songs


Travis foi uma das primeiras bandas no qual fui fã. Sei lá, devo conhece-los desde 2012. Sempre os rotulei como a melhor banda para se ouvir dormindo, não é zoeira. Creio que o tom melódico da maioria das canções aliados ao belo instrumental acústico facilita o clima de leveza e calma no ambiente. Eles pertencem aquela leva de bandas de post-britpop que vieram a fazer parte do mainstream britânico, e logo depois mundial, no início dos anos 2000, a exemplo do Coldplay, Snow Patrol e Keane. Bem, eu gosto de todas as bandas citadas, mas sempre achei o Travis a melhor e mais sincera de todas. Tanto é que, diferentemente do Coldplay, eles pouco mudaram a sonoridade desde o início (isso não é bom nem ruim, é só uma observação). Mas falando do álbum em específico, não há nada de novo aqui, como era de se esperar. São 10 belas canções (10 songs), que entregam aquele velho mais do mesmo. Veja bem, mais do mesmo de algo bom, continua sendo algo bom. No caso do Travis, na maioria das vezes, é algo maravilhoso. Por falar em maravilhoso, faça um favor a si mesmo e ouça 10 Song. Dê bastante atenção as faixas “The Only Thing” e “Kissing in the Wind”e note que o Travis de hoje é tão bom quanto o do início dos anos 2000 e beeem melhor que o Coldplay atual (tá bom, parei).


07. David-Clayton-Thomas – Say Somethin’


David Henry Thomsett, ou como é mais conhecido David-Clayton-Thomas é um cantor/compositor canadense. Ele foi o vocalista de um dos mais importantes conjuntos americanos da década de 1970: o Blood,Sweat and Tears. Aliás se você, assim como eu, é daqueles que curte Neil Young, Bruce Springsteen e Bob Dylan, fica a dica. Melhor, ouça o segundo álbum do ex-conjunto dele, autointitulado, lançado em 68, depois volte aqui para me agradecer. Bem, mas como eu vinha escrevendo, David é um simpático senhorzinho, tipíco musico de R&B, que lançou mais um discaço aos 79 anos. “Say Somethin” é um daqueles discos que lhe fazem ter a certeza que a boa música nunca vai acabar enquanto caras como David existirem. Eu chamaria de clássico contemporâneo. Você vai questionar o porquê, obviamente. E eu respondo: ouça os primeiros acordes de “Burwash”, aquele dedilhado e o modo de cantar parecidíssimo com Bob Dylan em alguns momentos (até Zé Ramalho em outros, haha). Ouça a maravilhosa “This Town”, sem sombra de dúvidas uma das melhores músicas do ano. Melhor, bote o disco pra tocar durante o merecido descanso de fim de semana e não esqueça de me agradecer depois pela indicação.


06. Billy Cobb – Zerwee, Pt. 2


Se você, assim como eu, é fã do Weezer já deve saber de onde vem a referência dessa capa, assim como o nome do álbum. Se você não é como eu (provavelmente não), então vou te contar. Zerwee Pt. 2 é o segundo álbum "temático" de Billy Cobb (um carinha que queria ser o Rivers Cuomo, e quem não queria?) que segue um padrão: emular o som do que muitos consideram ser o melhor trabalho do Weezer, Pinkerton. Bem, a capa segue o estilo do lendário álbum, assim como as músicas. Ah, o nome do álbum “Zerwee” é um anagrama da palavra Weezer, pois é. O primeiro trabalho com essa temática (Zerwee Pt. 1) que na verdade é um EP, chegou a virar meme pela capa engraçadíssima, que representa o álbum Pinkerton mais do que qualquer coisa já feita na face da terra. Falando do trabalho, acho que Billy foi muito bem sucedido ao tentar emular um som único e específico de uma banda única e bastante específica. Os backvocals, as guitarras densas, o clima de tormento adolescente não me deixa mentir. Algumas músicas parecem ser uma continuação das músicas de Pinkerton. “Orihime and Hikoboshi” parece a segunda parte de “No Other One”, o início de “Pepper’s Gate” lembra “Buterfly” e “Sail Away, Old Friend” é muito “Devotion” (lado B do Pinketon). Enfim, se você é fã do Weezer, irá adorar. Se seu álbum favorito é o Pinkerton, mais ainda. Se você não é uma coisa nem outra, dê uma chance. Talvez você odeie, talvez você ame. Eu amo. Mas eu sou suspeito pra falar, porque amo tudo que tem como referência o Weezer e a culpa não é minha.


05. Harem Scarem – Change the World


Muitos acreditam que o hard rock morreu lá no início dos anos 90, com bandas como o Guns N’Roses e o Skid Row lançando seus últimos clássicos ainda em 1991. Alguns dizem que isso é marmelada, afinal de contas estilos musicais não morrem dessa maneira, é necessário apenas que uma banda ou outra do estilo lance algo minimamente bom para que o gênero permaneça intacto. Bom, eu pertenço ao segundo grupo de pessoas. Creio que tem muita coisa boa por aí, nos mais diversos estilos aliás. As pessoas é que têm preguiça de pesquisar na maioria das vezes. Quer um exemplo? Harem Scarem. A banda canadense de Hard Rock/AOR surgida no início dos próprios anos 90 e que possui uma lista extensa de álbuns (16 no total). Os caras acabaram de lançar seu mais recente álbum, o magnífico Change the World. Se você é daqueles que curte hard rock melódico e bem produzido, então esse é pra você. O disco conta com aqueles velhos clichês do hard, músicas cheias de solos e contagiantes como “The Death of Me” e “Searching For Meaning” e as velhas baladas que toda banda de hard gosta de ter: “Mother of Invention” e “No Me Without You”. O detalhe é que esse disco foi uma das minhas maiores (gratas) surpresas do ano. É aquele tipo de álbum que se é, por exemplo, o Bon Jovi que lança vira notícia até em Marte, mas como marcianos também não devem gostar de Bon Jovi, fica a dúvida.


04. The Strokes – The New Abnormal


Os Strokes estão de volta, amigos! E essa é a melhor noticia do ano. Sim, eu sei, eles nunca deixaram de lançar nada com constância desde 2001. Mas, obviamente, não me refiro a qualquer lançamento. Os Strokes estão de volta porque desde Room On Fire (2003) eles não lançavam algo realmente bom. E eu vou mais além, The New Abnormal talvez só perca pro This Is It em termos de qualidade. Quer que eu vá mais além? Pois eu vou. The New Abnormal provavelmente seria inda melhor que This Is It se fosse mais “enxuto”. Digo isso porque embora o álbum nem seja tão longo assim (45 minutos), ele poderia ter menor duração, não porque existam músicas ruins que deveriam ser retiradas. Isso, jamais. Mas, sim, que algumas canções são mais longas que o necessário. As vezes um arroz com feijão simples é melhor que comer aquela picanha passando do ponto. Logo o Strokes, que ficou tão conhecido por fazer um rock básico e simples, passou um pouco do ponto ao não respeitar suas próprias características e origens. Mas tudo bem, porque o trabalho não deixa de ser excelente. O álbum é daqueles que não se pula um faixa, todas são coerentes com a ideia e constante em termos de qualidade. Não tenho um destaque em específico porque todas as canções são de fato muito boas. O álbum é maravilhoso e se você não gosta você está errado.


03. Tim Burgess - I Love The New Sky


Se bandas como Terno Rei e a maravilhosa Ana Frango Elétrico foram as grandes descobertas do ano de 2019, o ano de 2020 resolveu me presentear com esse discaço do Tim Burgess. Vim conhecer o som do cara por culpa do canal do Gastão e não parei mais de ouvir até então. Timothy Allan Burgess é um inglês, cantor, compositor e proprietário de uma gravadora (pelo menos é o que tá na wikipedia do cara). Ele é mais conhecido por ser vocalista da banda de rock alternativo chamada Charlatans que eu, sinceramente, nunca ouvira falar. Esse em questão é apenas o quinto trabalho de estúdio dele. E diga-se de passagem, que trabalho! O álbum em si é uma espécie de Indie-alternativo meio Beach Boys sem a praia e meio Beatles sem John Lennon. Na realidade, eu chamaria de Indie dos anos 60 feito pros anos 2010. Como falei, o som remete um pouco aos Beach Boys, as vezes lembra uma coisa ou outra dos Beatles, mas sempre com uma assinatura original (sim, é possível obter influências de outros artistas e ainda assim ser original). O álbum é tão anos 60 que começa com “Empathy for the Devil”, que faz referência ao clássico dos Rolling Stones, mas não tem nada a ver musicalmente. Passa pela espetacular "The Mall" e encerra com a minha predileta, Laurie. Em resumo, é mais um álbum gostosinho de se ouvir. Não vai mudar o mundo, não é revolucionário e nem conservador, mas é bom pra cacete e isso é o que importa. Ouça!


02. Bruce Springsteen – Letter to You


Quando os meus artistas favoritos lançam disco, eu sempre fico com o pé atrás sem saber se é algo realmente bom ou se minha paixão enviesada por ele faz com que eu goste independente do que seja, por isso procuro buscar sempre outras opiniões diferente da minha. Pois bem, foi isso que aconteceu com esse DISCARALHAÇO do Bruce. Desde o primeiro single lançado, a fascinante “Letter to You”, que eu fiquei estranhamente com o pé atrás. Sem saber se era realmente algo bom mesmo ou era só mais uma tietagem de fã vindo de mim mesmo. Não passou muito, e saiu o tão esperado trabalho. Eu amei, assim como amo o Bruce e quase tudo que ele já fez na música (sem falar nas suas posições políticas). Sabendo disso, resolvi consultar outras resenhas como a do Felipe Carneiro do canal Alta Fidelidade e dos rapazes do canal Rock On Board no You Tube e constatei que não há como, Bruce não é considerado uma lenda à toa e o Letter to You só serviu pra constatar mais ainda o posto mais do que merecido do cara. O disco já começa com “One Minute You’re Here” que lembra bastante algo lançado no Nebraska de 82 ou no The Ghost of Tom Joad de 95. Passa pela já falada “Letter to You” e chega em uma das melhores (senão a melhor) músicas lançadas nesse século: Janey Needs a Shooter. Curiosidade sobre essa faixa é que ela foi composta ainda no início da carreira do Bruce, no entanto só lançada agora. Resumindo, o cara simplesmente tratou como sobra uma das melhores músicas da carreira dele (na minha opinião, obviamente). Há outros excelentes momentos no trabalho, como “The Power of Prayer”, “Rainmaker” e “Ghosts”. Na verdade, eu estou chutando os últimos três destaques sem mesmo está ouvindo, até porque não importa. Qualquer canção que você ouvir nesse álbum é espetacular. Então faça esse favor a você mesmo e ouça “de cabo a rabo”.


01. Nada Surf – Never Not Together


Existe aquele ditado bem conhecido que diz que os últimos serão os primeiros, no caso desse álbum seria: os primeiros serão os primeiros. Digo isso porque esse foi o primeiro trabalho que ouvi no ano e permaneceu como meu preferido (ameaçado somente pelo Bruce) até o final do ano. Falando um pouco sobre o Nada Surf, eu os já conhecia daquela música “Pupular” que dizem as más línguas foi “chupada” da clássica “Creep” do primeiro álbum do Radiohead (tire suas próprias conclusões). Eu não sei de nada, mas parece. Também já tinha ouvido falar muito bem da banda, mas nada que fizesse eu correr atrás de ouvir a discografia dos caras. Então foi bem no início do ano que me apareceu o álbum bem convidativo nessas plataformas de streaming da vida. Ouvi e não deu outra, me apaixonei pelo álbum. É aquele “indizinho” pop açucarado que eu amo, bem próximo do meu álbum preferido do ano anterior Cause and Effect do Keane (seria coincidência ou eu sou um amante de indie açucarado? Só o tempo dirá). Bem, não a nada de novo aqui, eles são tipo o Travis, fazem o mesmo som a décadas e como diz aquele outro ditado: “em time que está ganhando não se mexe”, o Nada Surf parece não gostar muito de mexer no time. Esse trabalho novo, por exemplo, trás músicas belíssimas como o primeiro single lançado "So Much Love" que teve versão (desnecessária) até em espanhol. Tem a minha predileta "Just Wait", a letra dessa música é espetacular e me ajudou a suportar o 2020. "Looking for You" é brilhante. Na real, o álbum nem é tão curto (42 minutos), mas mesmo assim comete muito poucos deslizes. E talvez seja esse o seu maior atributo, afinal de contas fazer o simples é fácil, mas fazer o simples de forma boa, constante e por muito tempo é que são elas.


Aqui vão outras recomendações de discos que não entraram na lista, mas que também foram ótimos lançamentos:


  • Curstard - Respect All Lifetime;

  • H.E.A.T- H.E.A.T II;

  • Deftones - Ohms;

  • Born Ruffians - JUICE;

  • The Night Flight Orchestra - Aeromantic;

  • Pearl Jam - Gigaton;

  • Pet Shop Boys - Hotspot.


Ouça minha playlist no Spotify com as melhores músicas do ano: https://open.spotify.com/playlist/5rN0420B4m70ypEynjhIjv


2 comentários


weuller.santtos
18 de jul. de 2022

eu nunca vi a nota de 200


pra mim o álbum anterior do kvelertak é bemmm mais legal, uma suruba doida. Nesse eles deixaram a coisa mais arredondada. Diria (pelo que eu lembro) que a sonoridade é só mais um metal genérico/moderno sem entrar em muitos buracos de gênero. concordo que tem pitadas de hardcore, mas hj em dia essas classificações são embaçadas, o pessoal mistura inúmeras influências e acabam criando uma sonoridade única


acho que deftones foi o que eu mais ouvi e um dos que mais gostei. muita sofrência

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William França
William França
23 de jul. de 2022
Respondendo a

Eu ouvi os álbuns anteriores do kvelertak sem dar muita atenção, mas me lembro que curti umas coisas. Ainda pretendo ouvir com mais calma.

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